Seminário Internacional Moradia de aluguel na América Latina :
Estado, finanças e mercados populares

Datas importantes:

Data limite de envio de Resumos Expandidos: 24 31 de maio de 2020.
Divulgação de propostas selecionadas: 26 de junho de 2020.
Realização do evento: 23, 24 e 25 de setembro de 2020 (online).

Local:

O Seminário será realizado ONLINE (mais informações sobre o formato digital do evento em breve).

Contato:

Em caso de dúvidas e questões adicionais sobre a submissão de trabalhos, escrever para seminarioarriendo2020@gmail.com.

Call for Papers (ES)

Call for Papers (IN)

 **

CHAMADA DE ARTIGOS

O LabCidade (Brasil) – Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade -, com o apoio do COES (Chile) – Centro de Estudos de Conflito e Coesão Social – estão organizando um Seminário exploratório com o tema: Moradia de aluguel na América Latina: Estado, finanças e mercados populares, a ser realizado nos dias 23, 24 e 25 de setembro de 2020, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Brasil.

Na América Latina, a casa própria predomina não apenas nos indicadores utilizados para descrever as formas de moradia, mas também nas estratégias estatais e investimentos privados para a habitação. Apesar da autoconstrução – marca histórica do processo latino-americano de promoção de moradia – raramente estar baseada na propriedade registrada, mas sim com mais frequência na posse e outras formas de acesso (como o aluguel), esta multiplicidade de formas, assim como as diversas relações presentes entre elas, foram pouco exploradas na literatura.
Atualmente, entretanto, nota-se um aumento das pesquisas relacionadas a outras formas de posse da moradia que não é a propriedade privada, acompanhando a presença crescente do aluguel e de sua importância nos assentamentos populares consolidados, bem como nas frentes de expansão financeiro-imobiliárias que marcam a reestruturação das metrópoles nesta conjuntura.

Ao mesmo tempo, depois da crise financeiro-hipotecária de 2008 e face à globalização crescente das finanças, os excedentes globais penetraram fortemente no mercado residencial de aluguel em todo o mundo, através de investidores corporativos e do uso intensivo de tecnologias digitais. Isto coincidiu também com novas políticas públicas de promoção e incentivo ao aluguel privado no âmbito internacional com impactos no encarecimento dos aluguéis e aumento da insegurança habitacional e de sem teto, principalmente nos EUA e alguns países europeus. Na América Latina a financeirização da moradia ocorreu por outros caminhos, incluindo a disseminação de políticas de subsídios à demanda, disponibilização de terras públicas em esquemas de parceria público-privados e outros instrumentos de abertura de novas frentes de investimento para os capitais financeiros destinados à moradia. Mas na américa Latina também aterrissam senhorios corporativos e começam a circular recomendações, inclusive através do BID e Banco Mundial, para a promoção por parte dos governos de políticas de moradia de aluguel através da mobilização de fundos de investimento financeiro.

Estes processos estão sendo acompanhados na Europa e nos EUA por novas formas de resistência nos bairros, cidades e países, com organizações inclusive transnacionais contra corporações que atuam globalmente no mercado de aluguel residencial. Tais lutas têm colocado novos elementos para a noção de cidadania no mundo globalizado, que transcende os territórios locais sem perder de vista a defesa de seus significados e dinâmicas próprias. Interessa-nos aqui levantar e fomentar as resistências possíveis para a realidade latino-americana, que ainda não se evidenciaram neste contexto.

Este seminário busca explorar como esses processos têm alterado as estruturas de posse da moradia na América Latina, as condições atuais que caracterizam a moradia de aluguel na região em seus diversos mercados – dos populares aos ativos financeiros -, bem como os regulamentos, políticas públicas existentes, propostas e respectivas implicações. Interessa-nos também as resistências locais e globais a processos urbanos predatórios que envolvam a moradia de aluguel nas suas diversas dimensões.

Especificamos algumas sugestões temáticas que nos interessa debater, sem eliminar outras possibilidades:
Moradia de aluguel nos mercados populares
Políticas públicas de promoção e incentivo à moradia de aluguel
Capitalismo digital e moradia de aluguel
Financeirização do mercado de aluguel
Resistências, movimentos sociais e ativismo ligados à moradia de aluguel

Guia para a apresentação de propostas

As apresentações de pesquisa devem estar no formato de Resumo Expandido de até 1.000 palavras (apenas o corpo do texto, desconsiderando título e referências bibliográficas). As interessadas e interessados devem enviar os arquivos em formato Word (.docx) ou similar, sem identificação de autoria, para o e-mail: seminarioarriendo2020@gmail.com. É permitido o uso de imagens, gráficos e tabelas.

As propostas podem ser enviadas em Espanhol ou Português.

As propostas selecionadas serão apresentadas em sessões temáticas, organizadas pelo comité internacional.

Comitê Internacional:
1) Raquel Rolnik (FAU-USP, Brasil)
2) Paula Santoro (FAU-USP, Brasil)
3) Isadora Guerreiro (FAU-USP, Brasil)
4) Felipe Link (IEUT/COES, Chile)
5) María Luisa Méndez (IEUT/COES, Chile)
6) Adriana Marín (FAU/USP, Brasil e COES, Chile)
7) Samuel Jaramillo (Universidad de Los Andes, Colômbia)
8) Jaime Palomera (Universitat de Barcelona, Espanha e representante do Sindicat de Llogateres [Sindicato de Locatários])
9) Bianca Tavolari (Insper/Membra da Comissão de Legislação Urbana da OAB-SP, Brasil)