Atualmente, há três projetos em andamento no LabCidade, todos desenvolvidos em parceria com outras universidades. Abaixo, saiba mais sobre cada um deles e conheça outros projetos já concluídos que foram desenvolvidos no laboratório.

observaSP
Territórios populares: Reestruturação territorial, desigualdades e resistências nas metrópoles (dezembro/2017-setembro/2019)

O observaSP é um projeto de difusão de conhecimento dedicado à análise da política urbana e das dinâmicas territoriais, com veiculação de conteúdo crítico sobre a produção da cidade de São Paulo. O objetivo é monitorar e influenciar políticas urbanas municipais, com foco nas questões que envolvem a função social da propriedade, a inclusão socioterritorial da população de baixa renda e a ampliação do acesso aos serviços urbanos.

O projeto está ativo desde 2014 e, desde então, em São Paulo, acompanha os debates acerca da cidade de São Paulo de forma articulada com organizações e movimentos sociais, buscando incidir sobre esses processos de forma propositiva e fortalecer a atuação da sociedade civil.

O observaSP faz parte do projeto de pesquisa “Territórios populares: reestruturação territorial, desigualdades e resistências nas metrópoles brasileiras”, realizada em parceria com os grupos de pesquisa Lugar Comum (UFBA), na cidade de Salvador, e PRAXIS (UFMG) e indisciplinar (UFMG), em Belo Horizonte, com financiamento da Fundação Ford. Na fase anterior do projeto, concluída em 2017, eram também parceiros do projeto o Lehab (UFC) e o IPPUR (UFRJ), com pesquisadores vinculados ao Observatório das Metrópoles.

 


 

Observatório de Remoções
Despejos, remoções e resistências nos territórios populares (novembro-2018/maio-2020)

O projeto Observatório de Remoções, desenvolvido em parceria com LabJuta (UFABC), Lehab (UFC) e PRAXIS (UFMG) e apoio da Fundação Ford, trata da identificação e do mapeamento, em diferentes escalas, de grupos com alto grau de vulnerabilidade socioambiental impactados por remoções urbanas involuntárias decorrentes da implantação de projetos de desenvolvimento, conflitos fundiários coletivos e incidência de riscos geológicos.

Este projeto também tem como objetivo o apoio às comunidades atingidas pelas remoções, para compreensão dos seus impactos e defesa de seus direitos. Nesse sentido, o Observatório de Remoções está estruturado a partir de quatro frentes de trabalho: ações colaborativas, mapeamento, articulação e multiplicação de metodologia.

Uma das formas de atuação do Remoções se dá por meio do Observando de Perto, onde a equipe desenvolve um trabalho de campo aprofundado. Nesta fase do projeto, a comunidade do bairro Campos Elíseos, no centro de São Paulo, tem contado com a presença do grupo de pesquisa, que atua na área no âmbito do Fórum Aberto Mundaréu da Luz, que reúne instituições, indivíduos e coletivos multidisciplinares com o intuito de apoiar os moradores, trabalhadores e frequentadores da região, além de propor alternativas urbanísticas e sociais para o bairro. Nesse processo, há interlocução constante com movimentos sociais e com o poder público.

Outra esfera de atuação do Remoções é o mapeamento colaborativo das comunidades ameaçadas de remoção no país. Com o mapa, que reúne denúncias registradas inclusive via WhatsApp, é possível visualizar onde estão os principais focos de ameaça aos territórios populares e quais as principais causas e justificativas para as remoções.

 


Cidade, gênero e interseccionalidades

A pesquisa tem como objetivo subsidiar a reflexão crítica acerca de formas de planejamento contra hegemônicas, introduzindo conceitos, teorias e práticas no campo do planejamento urbano que incorporam gênero e marcadores sociais da diferença como categoria de análise do território.

Levantamento internacional sobre ser vítima de crimes, abusos ou assédio em viagens na cidade e a sensação de segurança entre estudantes universitárias(os): um foco na segurança das mulheres na mobilidade urbana (Fevereiro 2018 – hoje)

No estudo proposto planejamos lançar um olhar global e comparado sobre segurança nas viagens urbanas, através da aplicação de surveys com estudantes universitários em 13 países (Suécia, Estolcomo; Estados Unidos, Los Angeles; Reino Unido, Londres; França, Paris; Itália, Milão; Brasil, São Paulo, Rio Claro; México, Cidade do México; Colômbia, Bogotá; El Salvador, San Salvador; Japão, Tóquio; Nigéria, Nairobi; África do Sul, Pretoria; Austrália, Brisbane) em seis continentes diferentes (Europa, América do Norte, América Latina, Ásia, África e Austrália). Os principais objetivos do estudo são examinar a natureza, tipo e extensão chance de ser vítima de crime, abuso ou assédio em função do gênero entre estudantes universitários, com foco em assédio e abuso sexual, em diferentes contextos de cidade/país, bem como compreender as necessidades dos usuários do transporte público. Esse estudo visa propor medidas preventivas que reduzam as oportunidades de vitimização de estudantes durante suas viagens para a faculdade, mas também ao redor da cidade. Saiba mais sobre a pesquisa, iniciada em setembro de 2018, e veja o questionário aplicado.