Atualização semanal em ordem cronológica reversa (do mais novo para o mais antigo), desde março de 2020.

Campanhas de doação de parceirxs:

_ O movimento Luta Popular realizará no sábado, dia 09 de maio, a campanha nacional “Dia de Solidariedade entre os de baixo” com “ações entre Campo e Cidade em Pernambuco; entrega de cestas em Belém do Pará; ação com imigrantes venezuelanos em Manaus; distribuição de doações em Minas Gerais; entrega de máscaras e alimentos na Zona Sul de SP e em Osasco e Cajamar”. Para saber mais e participar, aqui.

_ O projeto CoCriança trabalha em parceria com dois CCAs (Centro para Criança e Adolescente) com cerca de 60 crianças. O CCA Elisa Maria fica localizado na zona norte de São Paulo, na Brasilândia, e o CCA Sal da Terra fica na zona oeste, na Lapa. Os serviços desses CCAs, especialmente na Brasilândia, já são direcionados às crianças que se encontram em maior situação de vulnerabilidade e, por isso, durante a quarentena, ambos os Centros estão organizando mutirões de arrecadação para poderem continuar contribuindo e ajudando essas famílias. Para saber mais e ajudar nas campanhas do CCA Sal da Terra aqui, do CCA da Brasilândia aqui e para conhecer a campanha que o CoCriança está desenvolvendo para apoiar ambos, aqui.

_ A Rede Nóis por Nóis está com campanha de financiamento coletivo para expandir os trabalhos de manutenção da economia local periférica com a rede de empreendedores do Grajaú.

_ A CMP (Central de Movimentos Populares), que atua com movimentos de base, populares e das periferias desde 1993, também criou campanha de financiamento coletivo para ajudar “famílias que vivem nas favelas, ocupações, cortiços e periferias das cidades onde a CMP atua diretamente ou por meio de suas organizações filiadas”.

_ O MMIS (Movimento de Moradia e Inclusão Social) está arrecadando alimentos e produtos de higiene e limpeza para as famílias afetadas pelo desemprego e moradoras de suas ocupações.

_ O MMCR (Movimento de Moradia Central e Regional) está com campanha para ajudar as mais de 300 famílias de suas ocupações a comprar alimentos, materiais de limpeza e de higiene, e máscaras.

– A comissão de Direitos Humanos da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo) criou uma campanha para arrecadar e distribuir alimentos, produtos de higiene, vestuários, botijões de gás e provisões para rua (barracas, colchonetes, travesseiros, mochilas), reforçando a rede de ações e de locais organizados no combate à pandemia. Veja aqui os endereços das doações.

_ A Pastoral do Povo de Rua está precisando de material de higiene e limpeza, álcool 70º, máscaras, alimentos, marmitas, copos e talheres descartáveis. Veja como ajudar.

_ Coletivos e organizações que atuam no território da “cracolândia” se juntaram na campanha “Vidas na Cracolândia Importam” realizando doações de comidas e de produtos de higiene. Veja aqui mais informações de como contribuir .

– O FICA está criando um fundo emergencial para apoiar instituições ligadas à moradia, de preferência, a organizações e coletivos pequenos.

_ O Pessoal do Faroeste, Instituto Luz do Faroeste, coletivo Tem Sentimento, ocupação Mauá e Mulheres da Luz estão com campanha de arrecadação e doação de alimentos, materiais de limpeza e higiene pessoal para mulheres trabalhadoras do sexo, mães ou moradoras dos pensionatos, ocupações e favelas da região da Luz, centro de São Paulo. Mais informações nesta imagem.

_ A “Rede Oeste Contra o Covid-19” é uma campanha que privilegia os territórios e a solidariedade atuando em favelas da zona oeste de São Paulo. Neste momento, eles precisam de 3.000 máscaras para serem distribuídas aos enfermeiros e médicos que trabalham nas 14 UBS espalhadas pela região do Butantã. Há uma equipe de costureiras, mas estão precisando de tecido algodão (100%) e elástico para confeccionar as máscaras. Para mais informações, saber como contribuir, sobre doações e fotos das ações a Rede criou uma página do facebook, que pode ser acessada aqui.

_ O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) criou um fundo de emergência para sem-tetos afetados pelo coronavírus. Além da ajuda aos sem-tetos e a famílias das periferias de São Paulo e de outras cidades e estados do país, há ações de proteção e cuidado às pessoas em situação de rua junto ao padre Julio Lancellotti.

_ A Uneafro Brasil, o MSTC (Movimento de Sem-Teto do Centro), a Amparar (Associação de Amigos/as e familiares de presos/as), Batalha do Paraisópolis, Comunidade Evangélica Voz que Clama no Deserto (Heliópolis, São Paulo), ONG Herdeiros Humanísticos e Rede Ubuntu estão organizando também uma campanha de “enfrentamento ao genocídio pelo COVID-19” e de apoio a famílias pobres, negras e periféricas de várias comunidades de São Paulo e Rio de Janeiro, que pode ser acessada aqui.

_ A UMM-SP (União dos Movimentos de Moradia de São Paulo) está com uma vaquinha para apoiar as ocupações, favelas e mutirões autogestionários de São Paulo em que atua. Para contribuir acesse aqui.

_ As ocupações de moradia do centro da cidade como a Mauá, Prestes Maia, São João, assim como as de outras regiões da cidade estão reunidas em uma campanha da FLM (Frente de Luta por Moradia), que pode ser acessada aqui.

Cartas, manifestos, campanhas e articulações com propostas e medidas emergenciais:

_ Entidades como a UNE, UBES e uma série de cursinhos populares lançaram e estão organizando uma campanha pelo adiamento do ENEM. A data da prova está mantida (nota: em 20/5/2020, foi adiada), apesar das diferenças e distâncias profundas e desiguais que separam as escolas privadas e públicas no Brasil. Enquanto alguns permanecem tendo aulas, tendo acesso a materiais e vídeos de qualidade, a plantões de dúvidas, tudo virtualmente e contando com uma boa rede e estruturas para isso, a grande maioria está com aulas paralisadas tanto presencialmente quanto à distância. Para conhecer e saber mais, para ter acesso a informações e dados, assim como para poder apoiar a campanha, acesse aqui.

_ Os representantes da sociedade civil no Comitê PopRua (Comitê Intersetorial da Política Municipal para a População em Situação de Rua) divulgaram carta aberta com informações sobre a situação da população das ruas de São Paulo durante a pandemia de coronavírus (COVID-19) e com propostas e exigência de medidas de proteção e prevenção voltadas a essa população.

– Um número grande de redes, coletivos, movimentos e entidades nacionais lançaram o documento “O combate à pandemia Covid-19 nas periferias urbanas, favelas e junto aos grupos sociais vulneráveis: propostas imediatas e estratégias de ação na perspectiva do direito à Cidade e da justiça social”.

– O LABÁ – Direito, Espaço & Política (UFRJ/UFPR/UNIFESP) divulgou nota técnica sobre os marcos regionais e internacionais de direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais e deveres estatais no contexto da pandemia de Covid-19.

– Uma articulação de inquilinos de São Paulo lançou o “Coletivo Aluguel em Crise” propondo construir saídas coletivas para a questão dos aluguéis no contexto da pandemia e sua consequente crise financeira. Veja o manifesto que lançaram; para acompanhar sua movimentação, acompanhe o perfil do instagram.

– Na Argentina, os coletivos Ni Una Menos e Inquilinos Agrupados lançaram a nota “A casa não pode ser um lugar de violência machista nem de especulação imobiliária” em que anunciam também medidas urgentes e encerram declarando que “vivas, livres e desendividadas nos queremos. A dívida é com nós mesmas” [tradução livre].

– A campanha “Internet Solidária” incentiva moradores de Ermelino Matarazzo a compartilhar wi-fi com vizinhos. Para saber mais, acesse aqui.

_ Está rolando um abaixo-assinado cobrando da prefeitura municipal de São Paulo a criação de um hospital de campanha na zona leste, sabendo que os hospitais de campanha criados estão há mais de 25 quilômetros de distância e que se o sistema público de saúde paulistano entrar em colapso “o cenário apocalíptico irá recair sobre a periferia”. Para ler, assinar e compartilhar o manifesto, clique aqui.

_ A Frente Estadual pelo Desencarceramento do Estado de São Paulo, a AMPARAR (Associação de Amigos e Familiares de Presos) e o Movimento Mães do Cárcere lançaram uma nota e oficiaram autoridades sobre as condições de unidades prisionais paulistas em meio à pandemia denunciando o desaparecimento de pessoas, violência, tortura e maus-tratos nas unidades prisionais. Para ler a nota, que inclui ainda algumas reivindicações, clique aqui.

_ Uma equipe de psicanalistas da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo oferece atendimento online, gratuito e pontual para profissionais da saúde dos serviços públicos e privados, que vêm trabalhando na linha de frente ao combate da COVID-19. Entre aqui para mais informações sobre a ação ou para saber como se inscrever para atendimento.

_ O projeto Cooperativa Libertas, junto de outras parceiras, como a AMPARAR e Associação Magnália, estão organizando a “Residência Acolhida Libertas”, uma casa gerida coletivamente que “servirá de acolhida para as mulheres que ao saírem da prisão não têm para onde ir, seja na saída definitiva ou temporária”. Para saber mais e apoiar a iniciativa, clique aqui.

_ O Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, que trabalha e atua junto de população em situação de rua, catadores de materiais recicláveis, trabalhadores ambulantes e famílias residentes em habitações precárias e ameaçadas de remoção, reorganizou suas atividades durante a pandemia, “priorizando o suporte e articulação para enfrentamento da fome decorrente da ausência de renda”. Para saber mais, acesse o informe aqui.

_ O movimento Luta Popular fez ações em diversas capitais do país lançando também um manifesto em que expõe a situação de trabalhadores, informais, desempregados, da população pobre e periférica das cidades durante a pandemia reivindicando também uma série de medidas a serem tomadas. A notícia sobre as ações e o manifesto podem ser lidos aqui;

_ Membros de instituições públicas e privadas, organizações não governamentais, coletivos, lideranças, intelectuais, professores e pesquisadores protocolaram um manifesto exigindo da prefeitura municipal de São Paulo e da secretaria municipal de saúde mais informações sobre óbitos e infectados por Covid-19 nas periferias urbanas. Acesse o manifesto.

_ O Coletivo Conviva Diferente, a Missão Paz e uma longa lista de entidades e apoiadores que atuam e trabalham com migrantes e refugiados elaboraram uma carta-manifesto denunciando a sociedade civil e autoridades a situação dessa população durante a pandemia, e propondo ações e medidas a serem tomadas e exigidas. Para ler o documento e assiná-lo, clique aqui.

_ Uma série de organizações da sociedade civil e de movimentos sociais estão apoiando a formação de uma “Rede de Apoio às Famílias de Vítimas Fatais de Covid-19 no Brasil”. A iniciativa define-se como uma Rede Emergencial, que reúne profissionais de diversas áreas e instituições, em uma articulação de “solidariedade preventiva e ativa desde já, reunindo imediatamente apoio especializado e humano que pode antecipar esforços e amenizar um pouco o sofrimento devastador, podendo auxiliar na reconstrução da vida dos familiares e amigos que ficam”. Para conhecer e entender melhor a proposta da Rede e as primeiras medidas de solidariedade já em curso ou em estudo para viabilização emergencial, acesse aqui.

_ A CMP (Central de Movimentos Populares) e a UMM-SP (União de Movimentos de Moradia de São Paulo) elaboraram o “Manifesto das favelas sobre o novocoronavírus”, que pode ser lido aqui.

_ A UMM-SP (União dos Movimentos de Moradia de São Paulo) protocolou na Secretaria Estadual de Habitação de São Paulo e na CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) um ofício pela suspensão das prestações das unidades habitacionais financiadas pela CDHU. Mais informações e o ofício podem ser acessados aqui.

_ A Coalizão Negra Por Direitos, diante dos dados de outros países que mostram que o novo coronavírus tem sido mais letal para as comunidades negras e pobres, elaborou solicitação ao ministro da Saúde pedindo a adoção de recorte de raça, gênero e de localidade (estado, cidade, bairro, quilombos ou comunidades tradicionais) nos dados elaborados pelas autoridades nacionais, tanto em relação ao número de mortes e de casos quanto ao número de suspeitas de mortes e de contaminados pelo vírus. O documento pode ser lido aqui, em PDF.

_ Um manifesto contra o fechamento do equipamento “Atende 2” da região conhecida como cracolândia está sendo organizado. Ele pode ser lido e assinado aqui.

_ A campanha “Quartos da quarentena” mobiliza e pressiona o conjunto da população e autoridades propondo a utilização dos quartos vazios de hotéis existentes em grandes quantidades. A campanha já está lançada para as cidades de São Paulo e Belo Horizonte, por enquanto.

_ As 23 propostas das periferias para combater a pandemia de coronavírus propostas pelo CEP (Centro de Estudos Periféricos) podem ser lidas aqui.

_ O documento com propostas da sociedade civil para a garantia de direitos humanos, proteção e atendimento à população em situação de rua pode ser acessado aqui. O padre Julio Lancellotti criou também uma petição cobrando da Prefeitura Municipal de São Paulo medidas de proteção a pessoas em situação de rua, que pode ser assinada aqui.

_ O Fórum Aberto Mundaréu da Luz elaborou uma carta com medidas para o território da “cracolândia”, que pode ser lido e acessado aqui.

 

Dispositivos e materiais informativos produzidos por coletivos:

_ A Casa do Povo, centro cultural erguido pela comunidade judaica progressista no bairro do Bom Retiro em 1953, está realizando um plantão de dúvidas em relação ao auxílio emergencial. De segunda à sexta-feira, das 12h às 16h, dois voluntárixs abrem uma banquinha para tirar dúvidas e ajudar nos trâmites para aquisição do Auxílio Emergencial da Caixa Econômica Federal. Na banquinha, há também máscaras para distribuição e álcool em gel, assim como são cumpridos os protocolos de distanciamento. Muitas das informações sobre o auxílio foram organizadas em uma cartilha, que pode ser acessada aqui.

– O Fórum da Cidade de São Paulo de monitoramento das políticas públicas para as pessoas em situação de rua elaborou um panfleto para facilitar o encaminhamento de denúncias e relatos de violações de direitos para as Defensorias Públicas ou Ministério Público. Para essas instituições poderem agir, elas precisam ser provocadas. Assim, a ideia é que os relatos embasem denúncias, que serão encaminhadas na forma deste panfleto para as Defensorias e MP que deverão reagir e abrir procedimento. Se o relato e denúncia tiverem consistência, eles podem se tornar um inquérito.

_ A Uneafro Brasil e o Instituto de Referência da Pessoa Negra Peregum criaram uma cartilha com cuidados domésticos com quem tem sintomas de COVID-19 para ser distribuída junto das cestas básicas na campanha que estão desenvolvendo pelas periferias e comunidades de São Paulo [está no primeiro tópico].

_ O “Guia rápido Direito das Mulheres e Covid-19 – Estado de São Paulo” foi elaborado pelo Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (NUDEM) da Defensoria Pública do Estado de São Paulo com as principais informações sobre o funcionamento de serviços e órgãos que auxiliam na garantia dos direitos das mulheres

_ O Núcleo Especializado de Situação Carcerária (NESC) da Defensoria Pública do Estado de São Paulo lançou a cartilha “Mapeamento e orientações para atenção à pessoa presa, egressa e familiares em tempos de COVID-19”. Confira aqui.

_ O coletivo a Craco Resiste criou uma pia móvel e autônoma para ser levada e usada pelo pessoal do fluxo da cracolândia. Para ver a criação, assista ao vídeo e para mais informações sobre a atuação da Craco Resiste, acompanhe sua página no facebook.

_ A Defensoria Pública do Estado de São Paulo lançou uma cartilha referente ao auxílio emergencial contendo orientações, documentos necessários, procedimentos a seguir, e outras informações.

_ A Frente Estadual pelo Desencarceramento de SP criou o Boletim nº 5 com informações sobre campanhas de solidariedade para pessoas presas e suas famílias nesse cenário de pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Para mais informações sobre a Frente e suas ações, acompanhe sua página no Facebook.

_ O informativo popular “Direito à água em tempos de pandemia da Covid-19”, em linguagem simples e direta, explica as principais dúvidas e aponta medidas que podem ser tomadas para garantir acesso à água de forma regular, em quantidade suficiente e com boa qualidade. O informativo foi organizado pelo ONDAS e escrito por técnicos da área de saneamento, pesquisadores, professores e lideranças de movimentos populares. Para acessar, baixar ou imprimir o material, clique aqui.

_ A página do facebook do Projeto Canicas têm atuado no sentido de auxiliar e promover a inclusão de migrantes no cadastro para renda básica, incluindo indocumentados, diante das dificuldades enfrentadas em se realizar o cadastro e outros problemas envolvendo outros documentos, como, por exemplo, CPF. Para acessar a página do Projeto, com mais informações, imagens e ilustrações, assim como outras medidas e ações, acesse aqui.

_ O Fórum Aberto Mundaréu da Luz elaborou uma cartilha de prevenção ao novo coronavírus e com informações sobre os benefícios sociais disponibilizados pelos governos federal, estadual e municipal. A cartilha foi elaborada com foco nos moradores de cortiços, pensões e ocupações da área central de SP, mas pode ser adaptada para outras regiões da cidade. Quem quiser o arquivo para imprimir, ou editar para outro território, é só entrar em contato ou baixar aqui.

_ A União Nacional por Moradia Popular publicou o “Jornal da União” contendo análise, reivindicações, medidas e dicas para proteção e prevenção. O número pode ser acessado aqui.

http://www.labcidade.fau.usp.br/campanhas-e-acoes-dos-territorios/_ O movimento cultural de Ermelino Matarazzo produziu um zine e lambes com informações e dicas simples e diretas para serem distribuídos e colados nos postes e muros pela quebrada. O material pode ser acessado aqui.

_ O Observatório De Olho na Quebrada, de Heliópolis, está produzindo pesquisas para compreender os impactos do coronavírus na população local. O projeto é desenvolvido pela UNAS Heliópolis e os dados podem ser acessados aqui.

_ “Pandemia Sem Neurose” é uma co-produção da jornalista Gisele Brito e das iniciativas Periferia em Movimento, Alma Preta e Desenrola e Não Me Enrola. O boletim foi especialmente criado para tratar de informações apuradas e do interesse de moradoras e moradores das periferias de São Paulo diante da pandemia do novo coronavírus. O podcast é elaborado para ter distribuição eficiente via whatsApp e depois podem ser replicados em outras plataformas multimídia.  Esses áudios podem ser acessados aqui.

 

Chamamentos, convocações, editais e pesquisas:

– O Laboratório de Justiça Territorial (LabJUTA) da Universidade Federal do ABC, a Universidade de Michigan, a União dos Movimento de Moradia (UMM-SP) e a Central de Movimentos Populares (CMP), em conjunto com diversos parceiros, estão pesquisando como está o acesso à água nas comunidades, favelas, ocupações, cortiços e bairros populares no contexto da pandemia. O questionário é simples e rápido de ser preenchido, para acessar, basta clicar aqui.

__ Em uma parceria internacional, está sendo lançada a versão brasileira da pesquisa “Design for Emergency”, que consiste em reunir “um conjunto de iniciativas que estão acontecendo simultaneamente em vários países para ajudar a enfrentar a emergência do COVID-19 pelo Design”. Para participar e saber mais, acesse aqui.

_ O Fundo Baobá para Equidade Racial lançou um edital para apoiar projetos de pessoas e organizações comprometidas com a equidade racial e que estejam ajudando comunidades no combate ao novo coronavírus. O edital selecionará propostas de ações de prevenção realizadas junto às comunidades periféricas e outros territórios e populações em vulnerabilidade. Para mais informações e para acessar o edital, clique aqui.

_ O Instituto Pro Bono, por meio de Acordo de Cooperação com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE-SP), convida advogadas e advogados voluntários para participarem de mutirão em processos digitais de presos provisórios do grupo de risco ou que respondem a processos por crimes sem violência ou grave ameaça. Mais informações e como participar, acesse aqui.

 

Outras plataformas e iniciativas como a nossa:

_ O ISER (Instituto de Estudos da Religião) lançou a plataforma “COVID nas prisões” que reúne as principais notícias, informações, recomendações, notas técnicas, portarias e artigos produzidos sobre os impactos da pandemia no sistema carcerário.

_ A Rede Urbanismo Contra o Corona – núcleo Rio Grande do Sul é uma rede autônoma, expansiva e aberta, com atuação nacional, multidisciplinar de profissionais e estudantes, que criou uma plataforma com o objetivo de pensar e produzir soluções emergenciais para as cidades, com foco nas populações vulneráveis. O núcleo Rio Grande do Sul reúne instituições como Conselho de Arquitetura e Urbanismo – RS, Instituto de Arquitetos do Brasil – RS, Sindicato dos Arquitetos do RS, UNISINOS, UCS, PUCRS, Federação Nacional de estudantes de Arquitetura e Urbanismo, além de seis escritórios modelos ligados a Instituições do Ensino Superior.

_ A Rede Europeia Contra o Racismo elaborou um mapa interativo com dados do impacto do COVID-19 em grupos racializados da Europa. Os índices analisam casos por país de violações de direitos nas áreas de assistência médica, moradia, emprego, violência, assim como a ocorrência de discursos racistas e qual o perfil racial de que tem a vida atingida pela brutalidade policial. Todo o conteúdo está disponível e pode ser acessado aqui.

_ A plataforma Agentes Populares de Saúde, sem negar a importância do SUS (muito pelo contrário), mas sabendo das dificuldades postas pela realidade social nas periferias das cidades, tem como objetivo “formar uma rede de auxílio comunitário em que qualquer pessoa possa orientar seu território sobre as medidas de obtenção de benefícios sociais, prevenção, riscos de contágio, o que fazer ao se deparar com pessoas com sintomas e medidas de autocuidado”.

_ O  Observatório dos Direitos Humanos – Salve Sul, em parceria com o Núcleo de Apoio à Pesquisa Produção e Linguagem do Ambiente Construído (NAPPLAC) da FAU-USP, está desenvolvendo uma plataforma colaborativa para se possa mapear e comunicar violações de direito durante a pandemia. As violações são georreferenciadas e podem ser comunicadas na plataforma qualquer violação sofrida durante a atual pandemia. A plataforma também apresenta os índices oficiais de casos confirmados e mortes por Covid-19, divulgados pela Coordenação de Epidemiologia e Informação (CEInfo) da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, ações de solidariedade do território e serviços de defesa à mulher.

_  A Universidade Federal do ABC junto de laboratórios de pesquisa, e uma série de parceiros como CPM, União Nacional por Moradia Popular, Fundação Rosa Luxemburgo, Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, Uneafro Brasil, Coalizão Negra por Direitos, Geledés, e muitos outros, criaram uma plataform de mapeamento reunindo práticas colaborativas de combate ao Covid-19 e redes de solidariedade.

_ A plataforma “Somos muitxs” mapeia também iniciativas em resposta à pandemia buscando criar redes e estruturar alternativas populares.

_ Mapeamento colaborativo de ações de grupos, movimentos sociais e ativistas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus em favelas, ocupações urbanas e periferias da Região Metropolitana de Belo Horizonte estão sendo organizadas pela Secretaria Municipal de Política Urbana, pela subsecretaria de Planejamento Urbano e pelo grupo de pesquisa PRAXIS da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para visualizar, acesse aqui.

_ O Fórum Internacional Fontié ki Kwaze – Fronteiras Cruzadas criou a plataforma “COVID-19 e Solidariedade Migrante” com o objetivo de sistematizar e articular redes, campanhas, textos e iniciativas que fortaleçam a solidariedade com migrantes e refugiados durante a atual crise desencadeada pelo COVID-19. Para mais informações e para contribuir com a plataforma, acesse aqui.

_ A Rede de Apoio Humanitário Nas e Das Periferias (página no facebook da Rede aqui) lançou um mapa com polos parceiros da Rede que realizam ações de doação a famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica. Todos os locais se localizam nas periferias de São Paulo e podem ser acompanhados aqui.

_ As Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo criaram a plataforma “Vamos precisar de todo mundo” com o objetivo de dar visibilidade e fortalecer iniciativas populares de solidariedade.

_ Um grupo comunitário foi criado no Facebook para articular moradores de Ferraz de Vasconcelos, comunicar informações úteis e gerais da cidade, combater fake news e cobrar medidas de prevenção por parte da prefeitura. Mais informações podem ser obtidas aqui.

_ Um grupo de estudantes de Saúde Pública da USP e de estudantes de outras áreas da saúde mapeou iniciativas e propostas organizadas por coletivos e movimentos na plataforma “Brigada Solidária da Saúde”.

_ O jornal Nexo listou também iniciativas de doação e de apoio que vão de entidades de saúde a pequenos negócios, passando por ações em periferias e com população em situação de rua. Fora a listagem, há mais informações sobre o vírus também. Acesse aqui.

– “Movimentos populares contra o COVID-19” é a iniciativa organizada em site pela CPM (Central de Movimentos Populares) com divulgação de propostas, campanhas, artigos, materiais produzidos pelos movimentos populares. Para acessar e acompanhar todo o conteúdo, clique aqui.

_ Coalizão nacional reúne comunicadores populares, jornalistas e coletivos para produzir e difundir informações sobre a pandemia nas periferias, favelas, quilombos, sertões. As ações podem ser identificadas pela hashtag #CoronaNasPeriferias e acessadas aqui.